Macau quer atrair empresas dos setores da tecnologia e ciência dos países lusófonos e apoiar a expansão para estes de tecnológicas chinesas, afirmou o chefe do Executivo da região autónoma chinesa, Sam Hou Fai,
Em comunicado, Sam apontou como objetivo para o território “atrair ativamente empresas científicas e tecnológicas de excelência dos países de língua portuguesa”, sublinhando que estas podem estabelecer operações tanto em Macau como na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, na vizinha Hengqin (ilha da Montanha).
Falando num encontro com o ministro da Ciência e Tecnologia chinês, Yin Hejun, que veio a Macau para assinalar a reestruturação dos quatro laboratórios, Sam prometeu, em sentido contrário, “apoiar as empresas científicas e tecnológicas do interior da China a expandirem para o exterior”, aproveitando as vantagens de Macau e os quatro laboratórios de referência do Estado situados na cidade.
Os laboratórios, com sede na Universidade de Macau e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, são dedicados às áreas de medicina chinesa, ciência lunar e planetária, microeletrónica e Internet das coisas (comunicação entre objetos e aparelhos).
Horas antes, Yin defendeu que os quatro laboratórios devem “aproveitar o ambiente e as vantagens de Macau”, nomeadamente a tradição de “cooperação com o exterior”, para contratar mais “talentos internacionais”.